sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Custa muito levantar pela manhã. Despertar para o desinteressante é, essencialmente, lixado. O estímulo está longe de percorrer as veias e de dar o pontapé necessário para a saída, qual cafeína.

Tomar o pequeno almoço, lavar a cara, os dentes, vestir. Vestir o quê? Não importa. Qualquer trapo que acompanhe o a indiferença pelo dia-a-dia.

Há alturas assim. Momentos, mais passageiros ou mais permanentes (alguns imutáveis, mesmo), em que a vida pretende apenas ser amorfa. Rotineira, desprovida de encanto, com fascínio nulo. Em que hábitos são apenas, isso, hábitos, sem nada de pessoal neles.

As horas custam a passar, mais do que é normal. Mas, curiosamente, os dias atropelam-se.
Desgaste, desgaste, sem que sequer haja razão para isso.

Levantar custa, acordar custa.

Acordar para o quê? Para o dia por si. Para o sol que nasce, ou a chuva que cai. Para os sorrisos, as novidades, as pessoas, as gargalhadas, também as lágrimas. Custa, viver custa.

Por outro lado, ninguém disse que seria fácil.

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