Custa muito dizer adeus. Custa muito assumir que certas coisas não foram feitas para acontecer. Custa achar que se lutava com sentido por algo que se pensava fazer sentido. Se calhar na verdade, a luta era nula, e apenas deambulava o ideal de uma luta - luta essa que nunca existiu, nem nunca teve como projecto existir.
As pessoas por vezes, são vãs. Vazias de intenção e de compreensão. Cheias apenas de si mesmo e dos seus egos.
A compreensão, é dividida - entre as partes que encetam a dita luta.
E no fim, resta muito pouco para celebrar.
sentido das cerejas
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
domingo, 19 de julho de 2015
Coisas que me inspiram:
Desde pequena que vejo a minha mãe colecionar música. Led Zeppelin, Pink Floyd, Cat Stevens. LP's, que depois passaram a Cd's. Música que lhe serve de uma grande inspiração, que a acompanha para todo o lado. Bob Geldof, Peter Gabriel, Peter Murphy, Nick Cave, Bauhaus.. Cresci a ouvir tudo o que era boa música. Prince, Dexy's midnight Runners, Violent Femmes, Simon And Garfunkel, Tom Waits, Clash. Passei pela minha fase semi-rebelde, da identificação com os pares, ouvir Boyzone, BSB, Spice cenas, e tudo o que os meus amigos ouviam. E em minha casa só tocava Bob Dylan, Genesis (pré-saída do Peter Gabriel), Janis Joplin,Jimi Hendrix, Sting, Talking Heads, Strokes, Waterboys... (tanta coisa!) E a minha mãe sempre fiel, a colecionar a música dela, a absorver bandas novas: Gift, Fugees, Skunk Anansie, Silence 4, Muse, Radiohead, Franz Ferdinand, Black Keys (e tanta, mas tanta mais coisa!!!!). Revolta-se com a música má que passa na rádio, porque acha que é um desrespeito aos artistas que tanta musica boa produziram (e produzem). Anos passados, e com 60 Gb de música no computador, dos quais sou responsável por uma pequena parte apenas, penso: raismeparta!!!
Que mãe do caraças! 🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵
terça-feira, 2 de junho de 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
as noites
Às vezes sinto que nem a mim pertenço.
Por vezes sinto que me desfaço em dores que já não sei se são minhas, em lágrimas que já não sei bem de onde vêm.
As noites seguem sem mim, sem que eu lhes dê permissão. Evadem-se, tal como os dias. As semanas, os meses, os anos. E, quando dou por mim, já se passaram anos de mais. Anos a mais para aquilo que eu tinha sonhado e desejado para mim.
Mas, no fundo, aquilo que não nos ensinam desde cedo é que os sonhos são apenas sonhos. Linhas orientadoras, que dificilmente seguimos.
Por vezes sinto que me desfaço em dores que já não sei se são minhas, em lágrimas que já não sei bem de onde vêm.
As noites seguem sem mim, sem que eu lhes dê permissão. Evadem-se, tal como os dias. As semanas, os meses, os anos. E, quando dou por mim, já se passaram anos de mais. Anos a mais para aquilo que eu tinha sonhado e desejado para mim.
Mas, no fundo, aquilo que não nos ensinam desde cedo é que os sonhos são apenas sonhos. Linhas orientadoras, que dificilmente seguimos.
Sempre quis acreditar que fiz de mim o que queria, que o que
sou, é uma construção minha.
Mas já nem a mim me pertenço. Não me reconheço, se olhar para mim com os olhos de há dez anos atrás.
Mas já nem a mim me pertenço. Não me reconheço, se olhar para mim com os olhos de há dez anos atrás.
Estou partida, mas isso já nem é de agora.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Das partidas
O culto dos mortos é uma coisa que, sinceramente, me incomoda.
Às vezes as partidas não têm que ser celebradas com amargura e peso. Às vezes trata-se de valorizar quem fica.
Só isso.
@GoodbyeNeca
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Custa muito levantar pela manhã. Despertar para o desinteressante é, essencialmente, lixado. O estímulo está longe de percorrer as veias e de dar o pontapé necessário para a saída, qual cafeína.
Tomar o pequeno almoço, lavar a cara, os dentes, vestir. Vestir o quê? Não importa. Qualquer trapo que acompanhe o a indiferença pelo dia-a-dia.
Há alturas assim. Momentos, mais passageiros ou mais permanentes (alguns imutáveis, mesmo), em que a vida pretende apenas ser amorfa. Rotineira, desprovida de encanto, com fascínio nulo. Em que hábitos são apenas, isso, hábitos, sem nada de pessoal neles.
As horas custam a passar, mais do que é normal. Mas, curiosamente, os dias atropelam-se.
Desgaste, desgaste, sem que sequer haja razão para isso.
Levantar custa, acordar custa.
Acordar para o quê? Para o dia por si. Para o sol que nasce, ou a chuva que cai. Para os sorrisos, as novidades, as pessoas, as gargalhadas, também as lágrimas. Custa, viver custa.
Por outro lado, ninguém disse que seria fácil.
Tomar o pequeno almoço, lavar a cara, os dentes, vestir. Vestir o quê? Não importa. Qualquer trapo que acompanhe o a indiferença pelo dia-a-dia.
Há alturas assim. Momentos, mais passageiros ou mais permanentes (alguns imutáveis, mesmo), em que a vida pretende apenas ser amorfa. Rotineira, desprovida de encanto, com fascínio nulo. Em que hábitos são apenas, isso, hábitos, sem nada de pessoal neles.
As horas custam a passar, mais do que é normal. Mas, curiosamente, os dias atropelam-se.
Desgaste, desgaste, sem que sequer haja razão para isso.
Levantar custa, acordar custa.
Acordar para o quê? Para o dia por si. Para o sol que nasce, ou a chuva que cai. Para os sorrisos, as novidades, as pessoas, as gargalhadas, também as lágrimas. Custa, viver custa.
Por outro lado, ninguém disse que seria fácil.
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